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Os 100 anos
de J.M. Fontes
Um Talento
Versátil, Injustiçado e Oprimido
Um filho
sempre é suspeito ao falar do genitor, embora se propague "que
tal pai, tal filho", e então a imagem não só biotipológica,
mas a temperamental, e nem sempre à luz do caráter, se faça
espelhar no outro. E um filho ao falar do pai ou da mãe, se é
ilustre um ou outro, e donos de invejáveis predicados de
espíritos ou morais, forçosamente - pensa-se - há de descambar
para a pieguice, o sentimentalismo, os rasgos da emoção e da
saudade. Há nostalgia, o lado melancólico, a depressão da
falta. Mas atrevo-me a falar sobre o meu pai, que recentemente,
no último dia 26 de junho, completou 100 anos do seu
nascimento.
E afora
perfunctório registro do transcurso da lavra beneditina de
Luiz Antônio Barreto, nada foi dito, e depois a omissão se
justifica, mesmo porque a confraria literária provinciana,
mormente o ramo versejador da estirpe cultural e artística,
pouco está se atendo com a memória passadista, ou modernista,
e, sem querer ofender a quem porventura venha a melindrar-se,
tornando-se perceptível à alusão, forçoso é reconhecer que
laivos de vaidade, veleidade, e até o pedantismo, assediam
muitos (ou poucos) cultivadores das Musas.
Por
desconhecimento, parcial ou quase total, da obra de um poeta,
por preguiça mental ou comodismo, críticos de fancaria, ou
apreciadores midiescos dos trabalhadores intelectuais, da
produção literária, talentosa ou medíocre, pseudo-literária,
diletante, de vocacionados ou aprendizes, ou estereotipa uma
classificação de romancista, contistas, novelistas,
ficcionistas, ensaístas, historiadores, ou entrega ao destino
e aos estigmas o ostracismo de valores que tais quais
fantasmas foram condenados à viverem nas sombras, ou, no
mínimo, na penumbra.
Afugentados
pela ignorância social, pela incompetência mistificadora do
Estado, ou pelos preconceitos maledicentes da burguesia
bitolada, mormente os poetas são vistos como entes do mundo
dos sonhos, ociosos sobreviventes, desajustados personagens
das comunidades humanas... Entretanto poderíamos concluir que
a poesia tem participação ativa em nossa vida e que está
dentro de cada um. Todos nós, em algum momento de nossas vidas,
experimenta algo que poderíamos chamar de sentimento poético.
Desde
Platão e Aristóteles (filósofos da Grécia antiga), considera-se
importante classificar os textos literários em gêneros, para o
estudo da Literatura. E Gênero é uma categoria de texto,
caracterizada por seu estilo (linguagem) e por sua estrutura.
E, ficando claro que da nossa parte nem sombra do fito de
mestrar, adotamos uma das classificações mais usuais, sabendo
que há muitas divergências quanto à classificação e à
definição dos gêneros. O Épico, o narrativo, isto é, de ficção
(invenção) vem de epopéia, poema que narra aventuras heróicas;
porém, modernamente, o épico restringe-se à prosa: conto,
crônica, romance. O dramático é o gênero ao qual pertence o
teatro, enquanto texto (e não quanto ao espetáculo).
O gênero
lírico é o da poesia, por excelência, embora exista a poesia
narrativa, a poesia dramática, e ainda outros tipos de poesia
não-lírica. E a poesia lírica é aquela que essencialmente
expressa sentimentos.
Além da
notoriedade, que interesse existe por parte de um Governo, ou
da Sociedade, em ajudar material ou economicamente, um poeta
que não nasceu em berço-de-ouro? A grande maioria dos poetas,
com pequenas exceções, nasceram filiados ao PPP (poesia,
pobreza, pesar). A mediocridade dourada é priorizada, com o
sacrifício dos talentos polimortos, polígrafos, ou geniais,
tidos, via-de-regra, como excêntricos, estapafúrdios, loucos.
São sofredores, "alienados", e sem bolsas, terão que baixar a
serviz, assumirem atitudes dissimuladas, ou se tornarem
caudatários, para não serem engolfados pelo sofrimento,
provações, privações, e até por atingirem a maturidade do
ancião, sem ter casa para morar, sem conforto no tugurio, na
espelunca, vendo os "mestres mudos" (os livros) aos
borboletões se estragando por falta de melhor proteção e
acondicionamento. E os familiares marcados por uma existência
precária, de subnutrição e falta de ambiente para uma saúde
vigiada, para o atingimento de uma nesga de felicidade...
O meu pai,
José Maria Fontes, filho de Magistrado, vivendo para a Poesia,
para as Letras, era - o que uma maioria não sabe - poliglota,
mas pouquíssimo lecionou a particulares, e não passou, como
lembra Luiz Antônio Barreto, de funcionário público, cuja
aposentadoria foi concedida por Seixas Dória, então Governador
do Estado.
Residiu, ao
fim da vida, em uma dependência de fundos, de modesta casa de
Conjunto, no "Castelo Branco", onde morava a mana mais velha,
falecida. E se não recebia visitas, visto como uma
personalidade casmurra, e até anti-social, monástica, arredil,
como mudar de atitude no claustro de uma pobreza envergonhada,
mas que soube manter-se como protótipo de dignidade, exemplo
vivo e marcante do idealizado por Samuel Smilles na sua obra
basilar "O Caráter", e dos pro-homens desenhados no notável
Poema de Rudyard Kipling, "It", (Se). Adepto da vida simples,
cantada por Henry David Thoreau, seria - disse-me - um
contemplativo, não precisasse de lutar pela comida do
dia-a-dia. Um grande apaixonado pela leitura, era um homem
culto, soube manter eclético intercâmbio postal com nomes de
peso e figuras expressivas da cultura brasileira.
O grande
poeta Manoel Bandeira o tratava como mestre, mas nada o
envaidecia, nem a indumentária usada era revestida de
vistosidade. Na postura e no andar um pouco encurvado,
guardava traços de outros Fontes ilustres: Lourival, Hermes,
Amando, e alguns Varões-de-Putarco que germinaram em solo
pátrio, fruto das raízes nativas dos Açores Atlânticos, onde,
em meio à Diáspora da etnia eleita pelo Padre Eterno, também
naquele ermo território marítimo, os judeus portugueses
medraram...
Continua na
próxima edição
Carmópolis terá um Representante voltado para a Cultura e o
bom senso administrativo na Vida Pública
Antônio
Carlos Conceição, mais conhecido por Carlito, é o candidato a
vereador interiorano, como poucos no Brasil. Carmópolis muito
lhe deve na sua memória, a partir do seu nascimento, quando lá
passou a viver sua infância, conhecendo toda a afetividade de
sua gente, e um mapeamento da geografia urbano-rural, desde a
incipiência peculiar à região, que foi pouco a pouco
desenvolvendo-se, até acelerar os seus passos com a chegada do
ouro negro.
Trata-se de
um intelectual, que mesmo sem um mandato eletivo, até então,
tem sabido representar Carmópolis fora do Estado, como Membro
da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, no
Rio de Janeiro, e sócio correspondente da Academia de Letras
de Arapiraca-AL, sendo concomitantemente um devotado aos
interesses maiores de sua terra natal, com uma invejável folha
de serviços prestados a Carmópolis, principalmente no campo
profissional.
Não temos
dúvidas de que o focalizado, depois de sufragado nas urnas,
será um expressivo reforço ao progresso municipal do próspero
município do Vale do Cotinguiba, na Câmara de Vereadores
local. Pois homem sério, nunca esteve envolvido com falcatruas
ou corrupção, sendo atualmente presidente do Conselho
Deliberativo da Associação Sergipana de Imprensa. Por outro
lado, Carlito é portador de um estilo humilde e operoso no
trato com o ser humano, e suas atitudes firmes são sobejamente
comprovadas. E o carmopolitano que o conhece, como nós o
conhecemos, certamente não deixará passar a oportunidade de
oferecer àquelas plagas um grande presente. E para concluir,
enfatizamos que essa figura, embora ancião em idade avançada,
carrega no seu biotipo o exato perfil do homem público capaz e
confiável. Já sabemos que os seus companheiros da ASI estão
prontos para levar à Carmópolis, os merecidos parabéns, no dia
da posse.
No próximo
mês de agosto, em local que será previamente anunciado, e com
convite dirigido especialmente aos amantes das Musas,
ressurgirá em Aracaju o Clube Sergipano de Poesia, graças à
iniciativa do Jornalista Clarêncio Martins Fontes, cujo
genitor, o poeta José Maria Fontes, foi o principal
idealizador da fundação da interessante sociedade estética.
Por outro lado, vários jornalistas, escritores, ensaístas,
etc., os quais também dedicam-se a escrever versos, já foram
convidados para reintegrar o sodalício, que no passado contou
com o concurso talentoso e brilhante de vários bardos, alguns
já falecidos. A iniciativa está despertando um vivo interesse
do universo poético sergipano, inclusive dos mais novos
autores de poesias de vários gêneros.
Eterna
Saudade
O
falecimento da mestra Railda Dias Góes, genitora do nosso
grande amigo e Procurador Federal Dr. Givaldo Rosa Dias,
enlutou toda a sociedade sergipana, e o universo pedagógico,
deixando nos nossos espíritos uma marca indelével de nostalgia
e pranto, pois todos que a conheciam eram sabedores do valor
moral, dos sentimentos hoje tão raros, e da alma jovial e
meiga de uma senhora que vivia de bem com a vida, e possuía
entre as qualidades de mãe, companheira, colega e estudiosa, o
sinete altruístico de uma grandeza de coração, que no mundo de
hoje vai celeremente escasseando...
Companheiros no Estudo, e juntos na Esperança de um Sucesso
Pleno na Carreira do Direito
Os jovens
Francisco Luiz Cardoso Menezes Neto e Manuella Maria Vergne
Cardoso, imbuídos do ideal da juventude, mas também devotados
formandos do Curso de Direito da Unit/2008.1, participaram da
simpática Turma que colou grau nas solenidades ocorridas dia
11 de julho último, com início às 19h30, no Espaço Emes, na
Av. Tancredo Neves, 225, Lot. Rio Poxim - bairro Jardins, numa
festa que surpreendeu pela emoção e o deslumbramento de pais-de-alunos,
convidados, parentes, amigos, professores, dirigentes e
administradores da Universidade Tiradentes.
Anteriormente, no dia 5 de julho, com início às 10 horas,
realizou-se um culto espírita, na Federação Espírita de
Sergipe; a Aula da Saudade (restrita aos formandos), teve
lugar no Salão de Festa Espaço VIP; o culto evangélico foi
sagrado dia 9 de julho, à noite, na Igreja Adventista do
Sétimo Dia, no bairro Siqueira Campos. Quanto à missa católica,
deu-se no dia 10 de julho, com início às 19 horas, na Igreja
Jesus Ressuscitado, à rua Celi Prado de Oliveira, 100, bairro
Grageru.
Parabenizamos efusivamente os entusiastas estudantes de
Direito, pelo que prometem no futuro, honrando seus genitores,
e a todos aqueles que sempre depositaram confiança no talento
dos dois.
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