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Informação e Cultura - Clarêncio Fontes - Ed. 557 do Jornal Povão

 

Os 100 anos de J.M. Fontes

Um Talento Versátil, Injustiçado e Oprimido

 

Um filho sempre é suspeito ao falar do genitor, embora se propague "que tal pai, tal filho", e então a imagem não só biotipológica, mas a temperamental, e nem sempre à luz do caráter, se faça espelhar no outro. E um filho ao falar do pai ou da mãe, se é ilustre um ou outro, e donos de invejáveis predicados de espíritos ou morais, forçosamente - pensa-se - há de descambar para a pieguice, o sentimentalismo, os rasgos da emoção e da saudade. Há nostalgia, o lado melancólico, a depressão da falta. Mas atrevo-me a falar sobre o meu pai, que recentemente, no último dia 26 de junho, completou 100 anos do seu nascimento.

E afora perfunctório registro do transcurso da lavra beneditina de Luiz Antônio Barreto, nada foi dito, e depois a omissão se justifica, mesmo porque a confraria literária provinciana, mormente o ramo versejador da estirpe cultural e artística, pouco está se atendo com a memória passadista, ou modernista,  e, sem querer ofender a quem porventura venha a melindrar-se, tornando-se perceptível  à alusão, forçoso é reconhecer que laivos de vaidade, veleidade, e até o pedantismo, assediam muitos (ou poucos) cultivadores das Musas.

Por desconhecimento, parcial ou quase total, da obra de um poeta, por preguiça mental ou comodismo, críticos de fancaria, ou apreciadores midiescos dos trabalhadores intelectuais, da produção literária, talentosa ou medíocre, pseudo-literária, diletante, de vocacionados ou aprendizes, ou estereotipa uma classificação de romancista, contistas, novelistas, ficcionistas, ensaístas, historiadores, ou entrega ao destino e aos estigmas o ostracismo de valores que tais quais fantasmas foram condenados à viverem nas sombras, ou, no mínimo, na penumbra.

Afugentados pela ignorância social, pela incompetência mistificadora do Estado, ou pelos preconceitos maledicentes da burguesia bitolada, mormente os poetas são vistos como entes do mundo dos sonhos, ociosos sobreviventes, desajustados personagens das comunidades humanas... Entretanto poderíamos concluir que a poesia tem participação ativa em nossa vida e que está dentro de cada um. Todos nós, em algum momento de nossas vidas, experimenta algo que poderíamos chamar de sentimento poético.

Desde Platão e Aristóteles (filósofos da Grécia antiga), considera-se importante classificar os textos literários em gêneros, para o estudo da Literatura.  E Gênero é uma categoria de texto, caracterizada por seu estilo (linguagem) e por sua estrutura. E, ficando claro que da nossa parte nem sombra do fito de mestrar, adotamos uma das classificações mais usuais, sabendo que há muitas divergências quanto à classificação e à definição dos gêneros. O Épico, o narrativo, isto é, de ficção (invenção) vem de epopéia, poema que narra aventuras heróicas; porém, modernamente, o épico restringe-se à prosa: conto, crônica, romance. O dramático é o gênero ao qual pertence o teatro, enquanto texto (e não quanto ao espetáculo).

O gênero lírico  é o da poesia, por excelência, embora exista a poesia narrativa, a poesia dramática, e ainda outros tipos de poesia não-lírica. E a poesia lírica é aquela que essencialmente expressa sentimentos.

Além da notoriedade, que interesse existe por parte de um Governo, ou da Sociedade, em ajudar material ou economicamente, um poeta que não nasceu em berço-de-ouro? A grande maioria dos poetas, com pequenas exceções, nasceram filiados ao PPP (poesia, pobreza, pesar). A mediocridade dourada é priorizada, com o sacrifício dos talentos polimortos, polígrafos, ou geniais, tidos, via-de-regra, como excêntricos, estapafúrdios, loucos. São sofredores, "alienados", e sem bolsas, terão que baixar a serviz, assumirem atitudes dissimuladas, ou se tornarem caudatários, para não serem engolfados pelo sofrimento, provações, privações, e até por atingirem a maturidade do ancião, sem ter casa para morar, sem conforto no tugurio, na espelunca, vendo os "mestres mudos" (os livros) aos borboletões se estragando por falta de melhor proteção e acondicionamento. E os familiares marcados por uma existência precária, de subnutrição e falta de ambiente para uma saúde vigiada, para o atingimento de uma nesga de felicidade...

O meu pai, José Maria Fontes, filho de Magistrado, vivendo para a Poesia, para as Letras, era - o que uma maioria não sabe - poliglota, mas pouquíssimo lecionou a particulares, e não passou, como lembra Luiz Antônio Barreto, de funcionário público, cuja aposentadoria foi concedida por Seixas Dória, então Governador do Estado.

Residiu, ao fim da vida, em uma dependência de fundos, de modesta casa de Conjunto, no "Castelo Branco", onde morava a mana mais velha, falecida. E se não recebia visitas, visto como uma personalidade casmurra, e até anti-social, monástica, arredil, como mudar de atitude no claustro de uma pobreza envergonhada, mas que soube manter-se como protótipo de dignidade, exemplo vivo e marcante do idealizado por Samuel Smilles na sua obra basilar "O Caráter", e dos pro-homens desenhados no notável Poema de Rudyard Kipling, "It", (Se). Adepto da vida simples, cantada por Henry David Thoreau, seria - disse-me - um contemplativo, não precisasse de lutar pela comida do dia-a-dia. Um grande apaixonado pela leitura, era um homem culto, soube manter eclético intercâmbio  postal com nomes de peso e figuras expressivas da cultura brasileira.

O grande poeta Manoel Bandeira o tratava como mestre, mas nada o envaidecia, nem a indumentária usada era revestida de vistosidade. Na postura e no andar um pouco encurvado, guardava traços de outros Fontes ilustres: Lourival, Hermes, Amando, e alguns Varões-de-Putarco que germinaram em solo pátrio, fruto das raízes nativas dos Açores  Atlânticos, onde, em meio à Diáspora da etnia eleita pelo Padre Eterno, também naquele ermo território marítimo, os judeus portugueses medraram...

Continua na próxima edição

Carmópolis terá um Representante voltado para a Cultura e o bom senso administrativo na Vida Pública

 

Antônio Carlos Conceição, mais conhecido por Carlito, é o candidato a vereador interiorano, como poucos no Brasil. Carmópolis muito lhe deve na sua memória, a partir do seu nascimento, quando lá passou a viver sua infância, conhecendo toda a afetividade de sua gente, e um mapeamento da geografia urbano-rural, desde a incipiência peculiar à região, que foi pouco a pouco desenvolvendo-se, até acelerar os seus passos com a chegada do ouro negro.

Trata-se de um intelectual, que mesmo sem um mandato eletivo, até então, tem sabido representar Carmópolis fora do Estado, como Membro da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, no Rio de Janeiro, e sócio correspondente da Academia de Letras de Arapiraca-AL, sendo concomitantemente um devotado aos interesses maiores de sua terra natal, com uma invejável folha de serviços prestados a Carmópolis, principalmente no campo profissional.

Não temos dúvidas de que o focalizado, depois de sufragado nas urnas, será um expressivo reforço ao progresso municipal do próspero município do Vale do Cotinguiba, na Câmara de Vereadores local. Pois homem sério, nunca esteve envolvido com falcatruas ou corrupção, sendo atualmente presidente do Conselho Deliberativo da Associação Sergipana de Imprensa. Por outro lado, Carlito é portador de um estilo humilde e operoso no trato com o ser humano, e suas atitudes firmes são sobejamente comprovadas. E o carmopolitano que o conhece, como nós o conhecemos, certamente não deixará passar a oportunidade de oferecer àquelas plagas um grande presente. E para concluir, enfatizamos que essa figura, embora ancião em idade avançada, carrega no seu biotipo o exato perfil do homem público capaz e confiável. Já sabemos que os seus companheiros da ASI estão prontos para levar à Carmópolis, os merecidos parabéns, no dia da posse.

No próximo mês de agosto, em local que será previamente anunciado, e com convite dirigido especialmente aos amantes das Musas, ressurgirá em Aracaju o Clube Sergipano de Poesia, graças à iniciativa do Jornalista Clarêncio Martins Fontes, cujo genitor, o poeta José Maria Fontes, foi o principal idealizador da fundação da interessante sociedade estética. Por outro lado, vários jornalistas, escritores, ensaístas, etc., os quais também dedicam-se a escrever versos, já foram convidados para reintegrar o sodalício, que no passado contou com o concurso talentoso e brilhante de vários bardos, alguns já falecidos. A iniciativa está despertando um vivo interesse do universo poético sergipano, inclusive dos mais novos autores de poesias de vários gêneros.

Eterna Saudade

O falecimento da mestra Railda Dias Góes, genitora do nosso grande amigo e Procurador Federal Dr. Givaldo Rosa Dias, enlutou toda a sociedade sergipana, e o universo pedagógico, deixando nos nossos espíritos uma marca indelével de nostalgia e pranto, pois todos que a conheciam eram sabedores do valor moral, dos sentimentos hoje tão raros, e da alma jovial e meiga de uma senhora que vivia de bem com a vida, e possuía entre as qualidades de mãe, companheira, colega e estudiosa, o sinete altruístico de uma grandeza de coração, que no mundo de hoje vai celeremente escasseando...

Companheiros no Estudo, e juntos na Esperança de um Sucesso Pleno na Carreira do Direito

Os jovens Francisco Luiz Cardoso Menezes Neto e Manuella Maria Vergne Cardoso, imbuídos do ideal da juventude, mas também devotados formandos do Curso de Direito da Unit/2008.1, participaram da simpática Turma que colou grau nas solenidades ocorridas dia 11 de julho último, com início às 19h30, no Espaço Emes, na Av. Tancredo Neves, 225, Lot. Rio Poxim - bairro Jardins, numa festa que surpreendeu pela emoção e o deslumbramento de pais-de-alunos, convidados, parentes, amigos, professores, dirigentes e administradores da Universidade Tiradentes.

Anteriormente, no dia 5 de julho, com início às 10 horas, realizou-se um culto espírita, na Federação Espírita de Sergipe; a Aula da Saudade (restrita aos formandos), teve lugar no Salão de Festa Espaço VIP; o culto evangélico foi sagrado dia 9 de julho, à noite, na Igreja Adventista do Sétimo Dia, no bairro Siqueira Campos. Quanto à missa católica, deu-se no dia 10 de julho, com início às 19 horas, na Igreja Jesus Ressuscitado, à rua Celi Prado de Oliveira, 100, bairro Grageru.

Parabenizamos efusivamente os entusiastas estudantes de Direito, pelo que prometem no futuro, honrando seus genitores, e a todos aqueles que sempre depositaram confiança no talento dos dois.

 

 

 

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