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Psico-oncologia tem sido um tema bastante atual e presente
diante da tamanha quantidade de pessoas que tem desenvolvido o
Câncer. Trago-lhes uma experiência de vida da Doutoranda e
Pesquisadora Fabiana Marthes, que estuda intensivamente esta
patologia através da angústia sentida pela mulher jovem
portadora de Câncer de Mama.
As
Mulheres Jovens e o Câncer de Mama
O câncer de
mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o
mais comum entre as mulheres. Dados da OMS (Organização
Mundial da Saúde) mostram que a cada ano, ocorram mais de
1.050.000 casos de câncer no mundo. A cada ano, cerca de 22%
dos casos novos de câncer em mulheres são de mama. No Brasil,
atinge cerca de 33 mil mulheres por ano, sendo o primeiro
lugar nos casos de câncer. Uma pesquisa do Hospital do Câncer
de São Paulo revela que nos últimos cinco anos a incidência do
câncer de mama em mulheres abaixo dos 35 anos de idade
quintuplicou e que esse fenômeno está ligado a várias causas.
Quando
jovens planejamos e sonhamos muito para nós, o que nos faz
criar expectativas lançando mão de uma quantidade grande de
pulsão de vida. Planejamos fazer sucesso na vida profissional
que acabara de começar, de casar-se, ter filhos e poder
educá-los, fazer a viagem dos sonhos, comprar o tão sonhado
imóvel, enfim, passar a viver por si próprio com inúmeros
planos e perspectivas.
As mulheres
jovens diante dessa tão temível doença, veem a sua vida
praticamente interrompida, arrancada, pois como viver os tão
almejados sonhos futuros? Será que irão sobreviver para
alcançá-los? Para vê-los realizados ou para, pelo menos tentar
realizá-los? Terão tempo para tudo isso?
Essa
realidade que passa a imperar faz com que as pacientes assumam
papéis que não foram escolhidos e sim impostos pela fatalidade
do adoecimento, interrompendo os planos, ideais e toda a
perspectiva futura.
Como
consequência, as pacientes jovens com câncer de mama podem
experienciar angústias em relação à morte e ao futuro em maior
intensidade que as mulheres de meia idade e idosas, visto que
o caminho a percorrer durante a vida de uma mulher jovem é
maior que o de uma mulher de meia idade/idosa, pelo menos no
que diz respeito a sonhos realizados e "missões cumpridas".
O impacto
de uma doença como o câncer é uma daquelas oportunidades na
vida que nos coloca, repentinamente, face a face com a nossa
tão negada fragilidade e nosso fim.
Os
pacientes oncológicos, diante do diagnóstico, deparam-se
concretamente, frente à única certeza da vida, a morte. Por
isso o papel do psicólogo atuante na área da psicologia
oncológica se faz tão necessário. O psicólogo atuante nesta
área visa manter o bem-estar psíquico do paciente durante toda
a fase do tratamento, oferecendo apoio emocional inclusive aos
familiares, que são parte integrante deste processo e peças
importantes tanto na recuperação como na superação da doença.
O psicólogo
através do seu trabalho visa identificar e compreender os
fatores emocionais que entreveem na sua saúde dos pacientes,
além de trabalhar para prevenir e reduzir os sintomas
emocionais e físicos causados pelo câncer, além de
possibilitar ao paciente a compreensão e o significado da
experiência do adoecer, possibilitando assim resignificações
desse processo.
Dessa
forma, a atuação do psicólogo torna-se fundamental, já que sua
prática visa o bem-estar emocional do paciente e seus
familiares, contribuindo assim para uma boa qualidade de vida.
SAUDADES
DE ARACAJU
Ainda que
distante, mas bastante atento ao nosso Sergipe.
Leio, sempre que posso, as notícias do pequeno grande Estado
na nação brasileira, através da internet, fazendo disto,
também, como uma forma de satisfação e para não me sentir tão
distante do "meu" Sergipe, pois a distância é o que faz com
que realmente sintamos falta dos nossos amigos, na nossa
alimentação, do nosso final de semana, da nossa praia e nossa
temperatura, do nosso trabalho e de tantas outras coisas que
quando estamos perto não percebemos o quanto são importantes
para cada um de nós. Assim fico quando estou preso à
Universidade onde estou fazendo o Doutorado. Mas é isto, em
benefício de outra coisa que amo, a minha profissão, afastei-me
dos amigos e de atividades que tenho em Aracaju. Mas logo
estarei de volta ao Brasil e a Aracaju, em março já estarei de
volta ao trabalho, aos amigos, ao Batistão e às atividades
afins. Só retornarei às aulas do Doutorado em julho próximo,
com fé em Deus. Do esporte aqui, tentamos não ficar tão
distante, ainda não fui aos estádios de futebol, acompanho
somente pela TV, mas ainda assim, quando posso, vou ao
encontro de doutorando e mestrandos de nossa Universidade e lá,
claro, sempre há uma peladinha, juntamos os poucos brasileiros
e geralmente jogamos contra uma equipe de estudantes de toda
parte do mundo, geralmente são clássicos que entitulamos de
Brasil X Mundo. É hilário, muitos são pernas de pau, mas vale
a pena, imaginem que até mesmo eu, ex-jogador de voleibol,
estou no time de futebol do Brasil (Risos!!!). Precisamos
todos trazer camisas da seleção brasileira de futebol para
vestirmos nestas ocasiões e assim eu fiz, mas os colegas do
mundo levaram-na a tapa, todos pediram, ofereceram dinheiro
pela camisa, mas mesmo assim, um argentino colega nosso levou
a tão cobiçada camisa brasileira e levou gratuitamente,
justamente por ser argentino.

FABIANA
MARTHES MOLLI é psicóloga em Campinas/SP, Doutoranda em
Psicologia na UCES de Buenos Aires/Argentina e Especializanda
em Psicologia Hospitalar no Hospital Albert Einstein em São
Paulo.
GUEDES
José
Guedes de Moraes, Psicólogo, Militar da reserva do Exército
Brasileiro, Mestre em Educação, Professor universitário, e ex-atleta
profissional de futebol, quando na sua passagem pela cidade de
Paulo Afonso-BA, através do Exército jogou na equipe do
Olímpico. Deixou o esporte em função do Exército e, em seguida,
para estudar Psicologia, sua grande paixão. Pai de 6 filhos e
se diz um homem muito feliz por ter tido a oportunidade de
conhecer o esporte como atleta que foi, ajudando na construção
do homem que ele é hoje. Como Psicólogo, trabalhou em
instituições para tratamento de dependência química, com
drogaditos e sempre defendeu o esporte como uma variável que
ajuda a afastar o drogadito da relação com as drogas e ainda
defende o esporte como um meio que também ajuda que jovens
mantenham-se afastados das drogas, pontua o Dr. Guedes.
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