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Saúde e Esporte - Cleilton Rocha - Ed. 576 do Jornal Povão

 

Psico-oncologia tem sido um tema bastante atual e presente diante da tamanha quantidade de pessoas que tem desenvolvido o Câncer. Trago-lhes uma experiência de vida da Doutoranda e Pesquisadora Fabiana Marthes, que estuda intensivamente esta patologia através da angústia sentida pela mulher jovem portadora de Câncer de Mama.

As Mulheres Jovens e o Câncer de Mama

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres.  Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que a cada ano, ocorram mais de  1.050.000 casos de câncer no mundo. A cada ano, cerca de 22% dos casos novos de câncer em mulheres são de mama. No Brasil, atinge cerca de 33 mil mulheres por ano, sendo o primeiro lugar nos casos de câncer. Uma pesquisa do Hospital do Câncer de São Paulo revela que nos últimos cinco anos a incidência do câncer de mama em mulheres abaixo dos 35 anos de idade quintuplicou e que esse fenômeno está ligado a várias causas.

Quando jovens planejamos e sonhamos muito para nós, o que nos faz criar expectativas lançando mão de uma quantidade grande de pulsão de vida. Planejamos fazer sucesso na vida profissional que acabara de começar, de casar-se, ter filhos e poder educá-los, fazer a viagem dos sonhos, comprar o tão sonhado imóvel, enfim, passar a viver por si próprio com inúmeros planos e perspectivas.

As mulheres jovens diante dessa tão temível doença, veem a sua vida praticamente interrompida, arrancada, pois como viver os tão almejados sonhos futuros? Será que irão sobreviver para alcançá-los? Para vê-los realizados ou para, pelo menos tentar realizá-los? Terão tempo para tudo isso?

Essa realidade que passa a imperar faz com que as pacientes assumam papéis que não foram escolhidos e sim impostos pela fatalidade do adoecimento, interrompendo os planos, ideais e toda a perspectiva futura.

Como consequência, as pacientes jovens com câncer de mama podem experienciar angústias em relação à morte e ao futuro em maior intensidade que as mulheres de meia idade e idosas, visto que o caminho a percorrer durante a vida de uma mulher jovem é maior que o de uma mulher de meia idade/idosa, pelo menos no que diz respeito a sonhos realizados e "missões cumpridas".

O impacto de uma doença como o câncer é uma daquelas oportunidades na vida que nos coloca, repentinamente, face a face com a nossa tão negada fragilidade e nosso fim.

Os pacientes oncológicos, diante do diagnóstico, deparam-se concretamente, frente à única certeza da vida, a morte.  Por isso o papel do psicólogo atuante na área da psicologia oncológica se faz tão necessário. O psicólogo atuante nesta área visa manter o bem-estar psíquico do paciente durante toda a fase do tratamento, oferecendo apoio emocional inclusive aos familiares, que são parte integrante deste processo e peças importantes tanto na recuperação como na superação da doença.

O psicólogo através do seu trabalho visa identificar e compreender os fatores emocionais que entreveem na sua saúde dos pacientes, além de trabalhar para prevenir e reduzir os sintomas emocionais e físicos causados pelo câncer, além  de possibilitar ao paciente a compreensão e o significado da experiência do adoecer, possibilitando assim resignificações desse processo.

Dessa forma, a atuação do psicólogo torna-se fundamental, já que sua prática visa o bem-estar emocional do paciente e seus familiares, contribuindo assim para uma boa qualidade de vida.

SAUDADES DE ARACAJU

Ainda que distante, mas bastante atento ao nosso Sergipe.  Leio, sempre que posso, as notícias do pequeno grande Estado na nação brasileira, através da internet, fazendo disto, também, como uma forma de satisfação e para não me sentir tão distante do "meu" Sergipe, pois a distância é o que faz com que realmente sintamos falta dos nossos amigos, na nossa alimentação, do nosso final de semana, da nossa praia e nossa temperatura, do nosso trabalho e de tantas outras coisas que quando estamos perto não percebemos o quanto são importantes para cada um de nós.  Assim fico quando estou preso à Universidade onde estou fazendo o Doutorado.  Mas é isto, em benefício de outra coisa que amo, a minha profissão, afastei-me dos amigos e de atividades que tenho em Aracaju.  Mas logo estarei de volta ao Brasil e a Aracaju, em março já estarei de volta ao trabalho, aos amigos, ao Batistão e às atividades afins.  Só retornarei às aulas do Doutorado em julho próximo, com fé em Deus. Do esporte aqui, tentamos não ficar tão distante, ainda não fui aos estádios de futebol, acompanho somente pela TV, mas ainda assim, quando posso, vou ao encontro de doutorando e mestrandos de nossa Universidade e lá, claro, sempre há uma peladinha, juntamos os poucos brasileiros e geralmente jogamos contra uma equipe de estudantes de toda parte do mundo, geralmente são clássicos que entitulamos de Brasil X Mundo.  É hilário, muitos são pernas de pau, mas vale a pena, imaginem que até mesmo eu, ex-jogador de voleibol, estou no time de futebol do Brasil (Risos!!!).  Precisamos todos trazer camisas da seleção brasileira de futebol para vestirmos nestas ocasiões e assim eu fiz, mas os colegas do mundo levaram-na a tapa, todos pediram, ofereceram dinheiro pela camisa, mas mesmo assim, um argentino colega nosso levou a tão cobiçada camisa brasileira e levou gratuitamente, justamente por ser argentino.

 

FABIANA MARTHES MOLLI é  psicóloga em Campinas/SP, Doutoranda em Psicologia na UCES de Buenos Aires/Argentina e Especializanda em Psicologia Hospitalar no Hospital Albert Einstein em São Paulo.

 

GUEDES

José Guedes de Moraes, Psicólogo, Militar da reserva do Exército Brasileiro, Mestre em Educação, Professor universitário, e ex-atleta profissional de futebol, quando na sua passagem pela cidade de Paulo Afonso-BA, através do Exército jogou na equipe do Olímpico. Deixou o esporte em função do Exército e, em seguida, para estudar Psicologia, sua grande paixão. Pai de 6 filhos e se diz um homem muito feliz por ter tido a oportunidade de conhecer o esporte como atleta que foi, ajudando na construção do homem que ele é hoje. Como Psicólogo, trabalhou em instituições para tratamento de dependência química, com drogaditos e sempre defendeu o esporte como uma variável que ajuda a afastar o drogadito da relação com as drogas e ainda defende o esporte como um meio que também ajuda que jovens mantenham-se afastados das drogas, pontua o Dr. Guedes.

 

 

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