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ENTREVISTA
- JORNALISTA IVALDO JOSÉ

Jornal
Povão
- O senhor é candidato a vereador pelo partido Democrático
Trabalhista (PDT) e vai tentar pela segunda vez ganhar as eleições.
No último pleito o senhor teve mais de dois mil e quinhentos
votos. Isso significa que a campanha foi próspera, mas não o
suficiente para elegê-lo. E agora, qual o diferencial para
esta nova empreitada?
Ivaldo
José -
A diferença é que a nossa legenda nesta campanha é favorável,
pois a nossa coligação agora é PDT, PSDB e PRP, que permite
fazer de três a quatro vereadores. Isso significa que o 4º
ou o 5º candidato já será o primeiro suplente. Essa é a
nossa vantagem em comparação à outra coligação, onde fui
o mais votado do partido e, no entanto, não representou nada,
porque havia naquela época seis candidatos com mandato, o que
tornou mais difícil a minha eleição. Tem também o meu número,
que é um facilitador (12345).
O
eleitor pode lembrar com facilidade no dia das eleições. Além disso, haverá uma renovação na Câmara. Portanto,
seis candidatos com mandato não irão concorrer e então abre
oportunidades para os novos. Sinto que agora este é o melhor
momento para encarar este desafio. São 20 anos de serviços
prestados à população aracajuana e agora quero trabalhar
para dobrar minhas votações, algo em torno de 4.000 votos.
JP
- Qual a participação ou apoio do prefeito Edvaldo Nogueira
em sua campanha?
IJ
- Na verdade eu estou apoiando o prefeito, pois é o nosso
candidato. Creio que mais à frente haverá algum tipo de
ajuda, em termos de administração pública, por parte dele,
já que estamos na mesma coligação.
Independente de qualquer coisa, já apoiava o prefeito,
porque confio nele, pois ele tem feito um ótimo trabalho na
cidade.
JP
- A proposta mais importante do partido é fazer uma revolução
na educação em todo o país. Uma das filosofias do partido
é que suas propostas são perenes e não de uma gestão ou
outra. De que forma sua campanha vai mostrar para os eleitores
essa visão?
IJ
- Embora seja um formador de opinião, não sou educador,
daqueles que lecionam. Meus planos são de abrangências bem
maiores. Sempre vou defender projetos de interesse coletivo e
não de ordem individual. Acredito que o papel do legislador
é apresentar projetos e leis que possam servir a
coletividade. Minha preocupação agora é com a qualidade de
vida do aracajuano, com a ocupação ordenada do solo, com a
arborização e, acima de tudo, leis que permitam que isso
aconteça.
JP
- O partido já teve grandes líderes, como Leonel Brizola, João
Goulart, Getúlio Vargas e Darcy Ribeiro. Como é para o
partido ter tido estas personalidades como líderes?
IJ
- Eu diria que desses nomes citados, o que mais marcou,
principalmente essa geração onde estou buscando votos, foi o
Leonel Brizola. Estes nomes fizeram a história do PDT. No
entanto, a briga pelos votos aqui em Aracaju está mais ligada
ao candidato. As pessoas querem saber em quem estão votando,
não estão agregando o candidato ao partido, apesar de que a
proposta destes homens sempre foi o fortalecimento do partido.
Mas com a lei da fidelidade partidária acredito que haja
novamente o fortalecimento do partido, inclusive para 2010,
nas eleições para governador e senador, que são as chamadas
eleições maiores.
JP
- Na posição de quem já trabalhou como jornalista e viu,
exaustivamente, histórias políticas e econômicas do Brasil,
suas crises, escândalos de corrupção e seus presidentes,
agora você está tendo um outro olhar, inserido no contexto
da política. Como o senhor avalia o desempenho da política
atual aqui em Sergipe?
IJ
- Se Deus me permitir a vitória, vou ter que cumprir um outro
papel na Câmara, que é também a Casa do Povo. O jornalista
vive a serviço da população, a serviço da verdade, assim
como os vereadores. Estarei numa Casa que tem sofrido
desgastes no Legislativo e este posto requer muita sabedoria,
competência e perseverança.
No
entanto, o Brasil está mudando, as leis estão mais
rigorosas, os processos eleitorais estão sendo fiscalizado
minuciosamente, os grandes gastos estão sendo proibidos.
Haverá uma renovação sim, pois o povo está votando com
consciência e com mais critério. Não existe mais compras de
voto. As pessoas estão avaliando o perfil do candidato. Isso
prova que estamos melhorando e a cada eleição vai se
filtrando. Acredito que vamos ter uma composição bem melhor
na Câmara nessas eleições.
JP
- Como jornalista você exerceu bem o seu papel, inclusive
ganhou prêmios, fruto de um trabalho bem feito. O que você
espera da sua carreira política?
IJ
- Se meu trabalho como jornalista me proporcionou muitas
alegrias e foi meu ganha-pão todo esse tempo, espero o mesmo
da minha vida parlamentar, pois pretendo facilitar a vida dos
meus eleitores, para que eles também possam ter mais
dignidade. Teremos um legislativo fiscalizando o executivo,
com o objetivo de oferecer melhores dias à população da
capital sergipana.
Fica
aqui o espaço para suas considerações finais
Acredito
na vitória de minha campanha, pois sou o único candidato que
conhece Aracaju de um extremo ao outro, mais que Aracaju se
conhece. Em 20 anos a serviço do povo, estive da ponta da
asa, que é o lado norte mais pobre da cidade, ao Mosqueiro,
que é a extremidade mais nobre da zona sul. Já estive em
todas as áreas da cidade, desde ruas, vielas, becos e
favelas, a bairros nobres. Por isso me sinto seguro em fazer
tal afirmação.
Em
todos os lugares que vou as pessoas me tratam como Ivaldo José,
"O repórter que já esteve aqui!" Isso é um
facilitador, mas aumenta também a responsabilidade. Todavia,
sei que serei cobrado e é o que eu quero. Não tenho medo de
desafios, principalmente quem faz televisão. O jornalista não
pode se dar ao luxo de sentir insegurança devido à dinâmica
da profissão. Acredito que o povo vai me dar o privilégio da
vitória e quero ser cobrado depois, da mesma forma que fui
considerado como jornalista atuante, dinâmico e que cobrava
as autoridades.
O
voto é algo muito precioso. Só vamos mudar o Brasil votando
com critério, responsabilidade e ética. Nunca venda o voto,
não troque e não barganhe. Escolha o candidato pelo critério
da capacidade profissional, da ética e da responsabilidade.
Por Eliene Andrade
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