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Vereador
Dr. Emerson Ferreira
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Vereador Emerson |
1. Abrahão Crispim: Como Presidente da Comissão de Direitos
Humanos da Câmara de Vereadores de Aracaju, recentemente o
senhor convocou sessão especial, a fim de discutir sobre a
exploração do trabalho infantil. De concreto, quais as
decisões tomadas naquele evento?
Dr.
Emerson: Houve a participação do Ministério Público Estadual,
do Ministério Público do Trabalho, da Delegacia Regional do
Trabalho, do Gabinete da Primeira-Dama, dos Conselhos Estadual
e Municipal da Criança e do Adolescente e de Conselheiros
Tutelares, tornando a sessão Especial bastante representativa.
Foi criada a Frente Parlamentar para Proteção da Criança e do
Adolescente da Câmara Municipal de Aracaju, que será por mim
presidida; também foi proposta uma pauta conjunta para
realização de eventos e, por fim, dei entrada em um projeto
que propõe o estabelecimento do dia 12 de junho como dia
Municipal de Combate à Violência contra a criança e o
adolescente.
2. AC: O senhor tem tornado algumas decisões na Câmara que não
se coadunam com o seu partido, o PT, aliado da administração
municipal: Como administrar tal "rebeldia".
Dr.
Emerson: Primeiro, registrar que não existe rebeldia. Mas com
bastante coerência e compreensão de que o meu mandato está
colocado à disposição dos trabalhadores e dos cidadãos e
cidadãs, enfim do lado hiposuficiente na relação de poder
estabelecida na sociedade. Por outro lado, durante o meu
mandato o Partido dos Trabalhadores não deliberou sobre
qualquer tema em discussão na CMA.
3. AC: É do conhecimento dos aracajuanos a sua luta na Câmara
de Vereadores, pela valorização da classe médica. Qual o
respaldo da categoria e dos colegas vereadores sobre este
trabalho?
Dr.
Emerson: Desenvolvo um trabalho há décadas objetivando a
organização política dos trabalhadores e, em particular, dos
profissionais da saúde. Durante a campanha tive o apoio de
muitos amigos e amigas médicos, odontólogos, enfermeiras,
técnicas e auxiliares de enfermagem, porém não tive o apoio de
toda categoria e das suas entidades. Mas o meu mandato foi
colocado inteiramente a disposição dos trabalhadores da saúde.
4. AC: Qual a opinião do ilustre vereador sobre a
terceirização na área da saúde?
Dr.
Emerson: por lei, a terceirização no serviço público somente
pode ocorrer em casos excepcionais, emergenciais e em caráter
temporário. No mais, a terceirização é ilegal. Na prática,
observamos que as terceirizações tendem a se prolongar no
tempo, caracterizando a ilegalidade.
5. AC: Qual a importância e como anda o projeto sobre a
jornada de 30 horas para os profissionais da enfermagem de sua
autoria?
Dr.
Emerson: Corrige uma injustiça, pois os profissionais da
enfermagem chegam a trabalhar doze horas diárias. A jornada de
trinta horas já está consagrada em lei complementar e tramita
em fase final, no Congresso Nacional, para ser aprovada
nacionalmente.
6. AC: O senhor vem defendendo na Câmara Municipal o
fornecimento de alimentos saudáveis nas escolas. Em que
consiste tal propositura?
Dr.
Emerson: Há décadas tínhamos a desnutrição com grande problema
de saúde pública. Atualmente temos a obesidade e as suas
comorbidades como problema de saúde pública. Portanto, é
indispensável que o poder legislativo se preocupe e delibere
sobre este tema, no sentido de que a população estudantil
tenha acesso, nas escolas, a uma alimentação com baixo teor
calórico.
7. AC: Um mandato parlamentar se qualifica principalmente
pelas proposituras apresentadas em benefício da população.
Quais os projetos apresentados pelo vereador na Câmara
Municipal?
Dr.
Emerson: PL187/2009 - Proíbe o uso de câmaras de bronzeamento
artificial no município de Aracaju. Lei 3.922 - Publicada em
21/6/2010.
PLC 16/2009
- Estabelece normas de técnica legislativa a serem utilizadas
na eleboração de leis e outros atos normativos no município de
Aracaju. Lei Complementar 98 - Publicada em 02/8/2010.
PL 92/2010
- Determina a execução obrigatória do Hino do Brasil nos
eventos esportivos profissionais e amadores no município de
Aracaju. Lei 3.951 - Publicada em 02/8/2010.
8. AC: É de conhecimento público a grande influência que os
empresários da construção civil tiveram por ocasião da
elaboração do atual Plano Diretor de Aracaju. Será que tal
influência vai continuar por ocasião da revisão do referido
Plano?
Dr.
Emerson: Sem dúvidas, que sim. E isto é legítimo. O que não
deveria acontecer é que somente este setor da sociedade possa
influenciar e ter os seus interesses contemplados na revisão
do Plano Diretor. A população tem que se mobilizar, apresentar
as suas propostas e atuar junto aos vereadores, para que os
seus interesses também sejam contemplados. Na aprovação do
plano, predominou o interesse das construtoras.
9. AC: O senhor tem sido visto diariamente nos semáforos
pedindo votos para o Deputado Francisco Gualberto. Qual a
importância da reeleição do atual líder do governo?
Dr.
Emerson: A panfletagem nos semáforos é uma prática do nosso
agrupamento político. Nem todo candidato pode fazer campanha
desse modo. Mostramos a nossa cara e fazemos o contato direto
com a população. A nossa campanha é de militância e sem compra
de votos. Este já seria uma forte motivação para justificar a
reeleição do Deputado Francisco Gualberto. Mas a sua história
de lutas, a sua coerência e a defesa de um projeto são valores
que não podem ser esquecidos.
10. AC: As tecnologias estão presentes e são de grandes
importâncias no século XXI. O senhor se utiliza de ferramentas
como site, blog, twitter, para facilitar a comunicação com a
população?
Dr.
Emerson: temos um mandato que se propõe ser exercido em nome
da ética e da transparência, de modo que ferramentas como
site, blog e twitter são fundamentais para que possamos
prestar contas do nosso mandato e ao mesmo tempo interagir com
os cidadãos, acolher as reivindicações coletivas.
11. AC: Considerações finais.
Dr.
Emerson: queremos nos dirigir aos cidadãos e cidadãs no
sentido de que é indispensável que a população mude
radicalmente a lógica da política. Com o poder econômico
decidindo os processos eleitorais e a grande maioria dos
políticos a serviço deste poder, somente a população poderá
alterar esta lógica. Caso contrário, teremos concentração de
renda e o consequente empobrecimento da maioria da população,
além da precarização da atenção à saúde, da educação, da
moradia, do transporte e da segurança pública.
Por Abrahão Crispim Filho
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