| Histórico | Expediente | Edição
Jornal Povão --- comunicação       com responsabilidade ---
Menu

 
Entrevista - Edição 558 do Jornal Povão

 

ENTREVISTA - JORNALISTA IVALDO JOSÉ

Jornal Povão - O senhor é candidato a vereador pelo partido Democrático Trabalhista (PDT) e vai tentar pela segunda vez ganhar as eleições. No último pleito o senhor teve mais de dois mil e quinhentos votos. Isso significa que a campanha foi próspera, mas não o suficiente para elegê-lo. E agora, qual o diferencial para esta nova empreitada?

Ivaldo José - A diferença é que a nossa legenda nesta campanha é favorável, pois a nossa coligação agora é PDT, PSDB e PRP, que permite fazer de três a quatro vereadores. Isso significa que o 4º ou o 5º candidato já será o primeiro suplente. Essa é a nossa vantagem em comparação à outra coligação, onde fui o mais votado do partido e, no entanto, não representou nada, porque havia naquela época seis candidatos com mandato, o que tornou mais difícil a minha eleição. Tem também o meu número, que é um facilitador (12345).

O eleitor pode lembrar com facilidade no dia das eleições.  Além disso, haverá uma renovação na Câmara. Portanto, seis candidatos com mandato não irão concorrer e então abre oportunidades para os novos. Sinto que agora este é o melhor momento para encarar este desafio. São 20 anos de serviços prestados à população aracajuana e agora quero trabalhar para dobrar minhas votações, algo em torno de 4.000 votos.

JP - Qual a participação ou apoio do prefeito Edvaldo Nogueira em sua campanha?

IJ - Na verdade eu estou apoiando o prefeito, pois é o nosso candidato. Creio que mais à frente haverá algum tipo de ajuda, em termos de administração pública, por parte dele, já que estamos na mesma coligação.  Independente de qualquer coisa, já apoiava o prefeito, porque confio nele, pois ele tem feito um ótimo trabalho na cidade.

JP - A proposta mais importante do partido é fazer uma revolução na educação em todo o país. Uma das filosofias do partido é que suas propostas são perenes e não de uma gestão ou outra. De que forma sua campanha vai mostrar para os eleitores essa visão?

IJ - Embora seja um formador de opinião, não sou educador, daqueles que lecionam. Meus planos são de abrangências bem maiores. Sempre vou defender projetos de interesse coletivo e não de ordem individual. Acredito que o papel do legislador é apresentar projetos e leis que possam servir a coletividade. Minha preocupação agora é com a qualidade de vida do aracajuano, com a ocupação ordenada do solo, com a arborização e, acima de tudo, leis que permitam que isso aconteça.

JP - O partido já teve grandes líderes, como Leonel Brizola, João Goulart, Getúlio Vargas e Darcy Ribeiro. Como é para o partido ter tido estas personalidades como líderes?

IJ - Eu diria que desses nomes citados, o que mais marcou, principalmente essa geração onde estou buscando votos, foi o Leonel Brizola. Estes nomes fizeram a história do PDT. No entanto, a briga pelos votos aqui em Aracaju está mais ligada ao candidato. As pessoas querem saber em quem estão votando, não estão agregando o candidato ao partido, apesar de que a proposta destes homens sempre foi o fortalecimento do partido. Mas com a lei da fidelidade partidária acredito que haja novamente o fortalecimento do partido, inclusive para 2010, nas eleições para governador e senador, que são as chamadas eleições maiores.

JP - Na posição de quem já trabalhou como jornalista e viu, exaustivamente, histórias políticas e econômicas do Brasil, suas crises, escândalos de corrupção e seus presidentes, agora você está tendo um outro olhar, inserido no contexto da política. Como o senhor avalia o desempenho da política atual aqui em Sergipe?

IJ - Se Deus me permitir a vitória, vou ter que cumprir um outro papel na Câmara, que é também a Casa do Povo. O jornalista vive a serviço da população, a serviço da verdade, assim como os vereadores. Estarei numa Casa que tem sofrido desgastes no Legislativo e este posto requer muita sabedoria, competência e perseverança.

No entanto, o Brasil está mudando, as leis estão mais rigorosas, os processos eleitorais estão sendo fiscalizado minuciosamente, os grandes gastos estão sendo proibidos. Haverá uma renovação sim, pois o povo está votando com consciência e com mais critério. Não existe mais compras de voto. As pessoas estão avaliando o perfil do candidato. Isso prova que estamos melhorando e a cada eleição vai se filtrando. Acredito que vamos ter uma composição bem melhor na Câmara nessas eleições.

JP - Como jornalista você exerceu bem o seu papel, inclusive ganhou prêmios, fruto de um trabalho bem feito. O que você espera da sua carreira política?

IJ - Se meu trabalho como jornalista me proporcionou muitas alegrias e foi meu ganha-pão todo esse tempo, espero o mesmo da minha vida parlamentar, pois pretendo facilitar a vida dos meus eleitores, para que eles também possam ter mais dignidade. Teremos um legislativo fiscalizando o executivo, com o objetivo de oferecer melhores dias à população da capital sergipana.

Fica aqui o espaço para suas considerações finais

Acredito na vitória de minha campanha, pois sou o único candidato que conhece Aracaju de um extremo ao outro, mais que Aracaju se conhece. Em 20 anos a serviço do povo, estive da ponta da asa, que é o lado norte mais pobre da cidade, ao Mosqueiro, que é a extremidade mais nobre da zona sul. Já estive em todas as áreas da cidade, desde ruas, vielas, becos e favelas, a bairros nobres. Por isso me sinto seguro em fazer tal afirmação.

Em todos os lugares que vou as pessoas me tratam como Ivaldo José, "O repórter que já esteve aqui!" Isso é um facilitador, mas aumenta também a responsabilidade. Todavia, sei que serei cobrado e é o que eu quero. Não tenho medo de desafios, principalmente quem faz televisão. O jornalista não pode se dar ao luxo de sentir insegurança devido à dinâmica da profissão. Acredito que o povo vai me dar o privilégio da vitória e quero ser cobrado depois, da mesma forma que fui considerado como jornalista atuante, dinâmico e que cobrava as autoridades.

O voto é algo muito precioso. Só vamos mudar o Brasil votando com critério, responsabilidade e ética. Nunca venda o voto, não troque e não barganhe. Escolha o candidato pelo critério da capacidade profissional, da ética e da responsabilidade.

 

 

Por Eliene Andrade

 

Voltar 

   
Capa

  Principal | Editorial | Box | Política | Jurídico | Cultura | Turismo | Colunistas | Entrevistas | Alfinetadas | Histórico| Expediente| Capa