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              Nos Bastidores do Congresso  

 

ENTREVISTA

Deputado Pedrinho Valadares (DEM/SE)

 

 

Deputado federal Pedrinho Valadares

Após assumir uma cadeira na Câmara Federal, o deputado Pedrinho Valadares (DEM/SE) falou com exclusividade ao jornalista Carlos Feitosa, do jornal Povão, em seu gabinete em Brasília.

J.P - Foi surpresa para o senhor quando a mesa diretora da Câmara determinou a perda do mandato do deputado Jerônimo Reis?

P.V - Não. Esse processo vem desde novembro ou dezembro de 2009, quando houve o trânsito em julgado da sentença e o cumprimento da sentença chegou aqui em março, determinando a perda dos direitos políticos do deputado Jerônimo Reis. Perdendo os direitos políticos logicamente o parlamentar não pode exercer o mandato. Infelizmente eu tive que assumir nessas condições, que não era o desejável. 

J.P - Como é a relação do senhor com o ex-deputado Jerônimo Reis?

P.V - Infelizmente nossa relação descambou para o lado pessoal.

J.P - O ex-deputado Jerônimo Reis declarou na imprensa sergipana que o senhor e outros parlamentares teriam influenciado a precipitação de sua cassação. Isso é verdade?

P.V - Foi uma decisão judicial e decisão judicial é para ser cumprida. Esse é um assunto que eu já tratei por diversas vezes, e não quero falar disso não. Quero tratar de assuntos interessantes aqui na Casa, o que pretendemos fazer, o que vamos fazer, não mais sobre esse assunto, isso faz parte do passado.

J.P - Com cinco meses restando de mandato, o que o senhor pretende fazer aqui na Câmara Federal? Quais são os seus projetos?

P.V - Quero tentar averiguar alguns projetos que eu encaminhei em 1998, 1999, 2001 e 2002, como estão, por exemplo: o que trata da pedofilia na internet, projeto que nós abordamos coisa de 10 anos atrás.

A questão do projeto Primeiro Emprego, foi de iniciativa minha, em 1999, só que o Governo Federal ampliou o programa. Esses temas, logicamente eu vou abordar novamente, e outros temas que estamos analisando pra poder plantar uma semente. Claro que não vai dá tempo para votar, mas nós vamos plantar essa semente.

J.P - O senhor é muito próximo ao deputado Mendonça Prado, também do seu partido o DEM. Eu venho insistindo que a ida do deputado José Carlos Machado para as fileiras da concorrência ao Senado, pode deixar o DEM sem deputado na próxima legislatura. Como o senhor avalia essa situação?

P.V - Mendonça é um dos grandes parlamentares que nós temos, eu acredito que a força eleitoral que ele tem, e a força eleitoral que têm o DEM, fazem com que eu não tenha dúvidas de que Mendonça Prado será eleito, podendo fazer até dois deputados, depende da votação dele e dos outros vinte candidatos.

J.P -     Voltando a falar do deputado José Carlos Machado, o senhor considera que o seu partido, DEM, fez uma boa opção em lançá-lo ao Senado?   

P.V - Sim. Porque Machado vai garantir o Senado para os Democratas, por isso considero importante a participação de Machado na chapa majoritária, acho que ele ganha a eleição, não tenho dúvidas quem vota em João Alves vota em Machado. Existe a possibilidade de eleger nosso governador, um ou dois deputados federais e também deputados estaduais. 

J.P - Há especulação de que o ex-governador João Alves ganhe já no primeiro turno, o senhor vê desta forma?

P.V - Não acredito em especulação, acredito em dados. João Alves está em uma campanha muito bem feita, a população está acreditando nas propostas dele, eu acho que não haverá segundo turno, quem ganhar vai ganhar no primeiro turno. João Alves só tem três lideranças, três prefeitos melhor dizendo, as lideranças são muito poucas, ele tem mesmo é o apoio do povo.

J.P. - Pra finalizar. Como o senhor analisa esses quatro anos de governo Déda?

P.V - O governo Déda é um governo que deixa muito a desejar, principalmente na questão do funcionalismo público, e na área de saúde. Saúde hoje é um desastre em Sergipe, ele destrói um hospital e faz outro, diminuindo o número de leitos, ele teve alguns acertos e erros gritantes como este que eu falei.

J.P - Quanto à gestão do prefeito Edivaldo Nogueira?

P.V - Feijão com arroz puro. Só isso.

 

Caramba! Fortunas viram merrecas em declaração de bens ao TSE

 

Fiquei perplexo quando consultei o site do TSE sobre registro de candidaturas e as respectivas declarações de bens dos candidatos.

No caso de Sergipe, por exemplo, podem-se comprar por uma bagatela: lotes de terrenos em loteamento de bairro nobre, como a Farolândia ou então em bairro mais central, como Santos Dumont; diversos apartamentos no bairro chique dos Jardins; bem baratinho, quase de graça, hihihi; casas e terrenos na Atalaia Nova, município de Barra dos Coqueiros, todos em liquidação; sítios em diversos municípios a preço de banana; opa! Banana não! Banana tá mais caro, além de cotas ínfimas de empresas com alto faturamento, e por ai vai.

Em compensação, podem-se comprar veículos velhos e outras tralhas, com preços bem acima do mercado.  

O que mais impressiona é que fortunas viraram míseros reais quando o assunto é declaração de bens em época que postulantes a cargos políticos têm que fazer seus registros junto ao TSE.

Ah! O mais engraçado na verdade nessa declaração de bens dos candidatos não é nem o valor dos bens, mas o valor declarado em contas bancárias.

Em alguns casos chega a ser hilário, eu acho que deveria haver uma declaração específica junto ao TSE com o valor atual de mercado dos bens móveis e imóveis, paralela com a apresentação da declaração oficial junto à Receita Federal. 

 

 

(Edição 582 do Jornal Povão)

Direto de Brasília/Carlos Feitosa DRT-DF 0571

Sugestão de matéria poderá ser encaminhada para o e-mail jornalpovaofeitosa@gmail.com

 

 

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