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Nos Bastidores do Congresso           Edição nº 561  do Jornal Povão

 

Após a eleição municipal, voltamos com a nossa costumeira entrevista. Dando seqüência a séries de entrevistas com a bancada de Sergipe, a vez agora é do Deputado Federal Eduardo Amorim, PSC-SE, conceder entrevista exclusiva, em seu gabinete em Brasília, ao jornalista Carlos Feitosa.

Entrevista - Deputado federal Eduardo Amorim

 

 Eduardo Amorim/ Foto: Carlos Feitosa 

J.P - Qual sua avaliação em relação à eleição municipal em todo Sergipe? 

E.A - Extremamente positiva. Conseguimos eleger (PSC), nove Prefeitos e três Vice-Prefeitos, o grupo através de outros partidos, como o PR, elegeu outro número expressivo de prefeitos. Ao todo foram cinqüenta e seis prefeitos eleitos, não só pelo PSC, mas por partidos diversos que combinaram alianças. Mas devo observar que participamos diretamente da campanha de cada um desses prefeitos eleitos. 

J.P - E a eleição na capital sergipana? 

E.A - Em Aracaju, apoiamos o prefeito reeleito Edvaldo Nogueira, que obteve vitória já no primeiro turno. A população entendeu que Edvaldo era o melhor para continuar administrando Aracaju e fomos vitoriosos. Também elegemos diversos vereadores, entre eles, o vereador do PSC, Jailton Santana.  

J.P - O senhor, como membro titular da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), acha que poderá ter corte na verba de bancada para o orçamento de 2009? 

E.A. - Devido á crise financeira mundial, a comissão de orçamento está cautelosa. O governo pode reduzir a previsão de crescimento da arrecadação para o ano que vem o que refletiria negativamente nas projeções para as verbas federais a serem aplicadas em 2009. 

J.P - Assim como o presidente Lula, o senhor acha que essa crise mundial chega aqui no Brasil como uma marola? 

E.A - Para o ano que vem, o governo já mostra uma dificuldade enorme com essa crise mundial. É verdade que a doença começou mais precisamente nos Estados Unidos, e atingiu o mundo como um todo, mas o Brasil é um país que tem uma resistência maior, uma imunidade maior, mas, não deixa de nos atingir. O ano que vem deverá ser de mais dificuldades. Um ano de arrocho maior na economia e de um crescimento menor. Tomara que não aconteça nada disso e a gente passe imune por toda essa crise. Confio no presidente Lula e na sua equipe econômica. Acho que o Brasil está no rumo certo.  

J.P - Como está sendo sua experiência aqui na Câmara dos Deputados? 

E.A - Eu digo sempre, que graças a Deus, tenho tido muita sorte e oportunidade nesse um ano e dez meses de mandato como deputado federal. Já fui presidente de uma comissão permanente, já fui para a vice-liderança do nosso partido aqui na Câmara dos Deputados, assumiu temporariamente a liderança do partido, hoje estou como membro titular de uma comissão importante, como essa do orçamento. Então, tem sido um aprendizado enorme, principalmente, para mim que gosto muito de aprender, de exercitar, de lutar e sempre com muita humildade e determinação, essa experiência aqui na Casa, tem sido extremamente gratificante.  Deus tem nos dado a oportunidade e a gente tem procurado retribuir, sempre em prol do nosso povo brasileiro, principalmente nosso povo sergipano. 

J.P - Como tem sido suas ações aqui na Casa? 

E.A. - Já foi possível ajudar mais de 45 cidades do nosso estado, buscando recursos através dos órgãos federais, para obras de pavimentação asfáltica, saneamento básico, postos de saúde, recuperação de rodovias, recuperação de praças, criação de ginásios de esportes, aquisição de máquinas agrícolas, incentivo a cultura, enfim; tenho trabalhado bastante. 

J.P - como o senhor avaliou a reunião de bancada que contou com a presença do governador Marcelo Déda na discussão para orçamento de 2009? 

E.A - Acho que precisamos discutir mais, precisamos dialogar mais, a bancada como um todo, eu particularmente sinto falta desse dialogo, desse entendimento, claro que isso tem que ser, sem duvidas nenhuma, conduzida pelo nosso líder, o governador Marcelo Déda. Mas continuo dizendo que precisamos estar mais reunidos em uma força única em prol do nosso estado, separando evidentemente as divergências partidárias. È o povo de Sergipe que será o maior beneficiado com isso. 

J.P - O senhor tem hoje algum projeto voltado para a área de saúde que atenda realmente a população carente?

E.A - Realmente hoje o Sistema Único de Saúde (SUS), tem normas bem definidas, baseado, lógico, nos seus princípios da eqüidade, da integridade e da diversidade de suas ações. Acontece que o estado coordena e transfere recursos, e a União também coordena e transfere recursos para os municípios, que são os grandes executores de quase todas as ações na área da saúde, nós precisamos ter é um SUS mais leve, um SUS mais fácil, que a população saiba de quem cobrar as coisas.

 Está faltando energia; está faltando água; à gente sabe de quem cobrar qual a empresa que vamos telefonar para resolver o problema. No caso da saúde, quando faltam medicamentos, de quem é a responsabilidade? Da prefeitura? Do Estado? Da união? Isso ainda é muito dúbio falta posicionamento, precisamos de uma menor burocracia. Estou trabalhando duro aqui em Brasília, para acabar de vez com a escassez de medicamentos em todos os municípios de Sergipe.

Nós temos procurado sempre o Ministério da Saúde, justamente com vários prefeitos que nos pede apoio, ano passado consegui levar o primeiro serviço de alta complexidade para o interior de Sergipe, que foi a hemodiálise em Itabaiana, um passo importante, um passo expressivo na descentralização dos serviços de alta complexidade, pois se fazia tudo em Aracaju, hoje mostramos que é possível também implantar esses serviços no interior do estado e atender a população local, pretendemos levar esses e outros equipamentos de alta complexidade para todo o Estado de Sergipe, e ai, com certeza vamos ter muito mais agilidade, menos pacientes e pessoas percorrendo as nossas rodovias de forma desnecessária por isso, temos dado apoio, temos lutado, temos conseguido, no mais sabemos que as ações ficam sobre o comando da prefeitura de Aracaju e do governo do estado.  

O SUS é muito fechado, temos dado apoio às prefeituras, não se trata de um projeto único, se trata de diversos projetos, diversas conquistas, principalmente em descentralizar as ações de saúde, nossa luta repito, é pra levar para os municípios exames de hemodiálise, mamografia, unidade de fisioterapia, oftalmologia entre outros. Hoje contamos com duas faculdades de medicina, temos profissionais para atender a demanda em todo o estado, vou lutar para que nenhum município fique sem poder atender sua população

J.P - O senhor pretende a reeleição para Câmara Federal em 2010?

E.A - Não. Depois de uma avaliação, conclui que posso produzir mais no Senado Federal, há uma necessidade de mudanças, sinto que o povo exige essa mudança. No momento exato, vou conversar com o presidente do meu partido, com lideranças, caso haja consenso colocarei meu nome à disposição.

 

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