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Após a
eleição municipal, voltamos com a nossa costumeira entrevista.
Dando seqüência a séries de entrevistas com a bancada de
Sergipe, a vez agora é do Deputado Federal Eduardo Amorim, PSC-SE,
conceder entrevista exclusiva, em seu gabinete em Brasília, ao
jornalista Carlos Feitosa.
Entrevista -
Deputado federal Eduardo Amorim
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Eduardo
Amorim/ Foto: Carlos Feitosa
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J.P - Qual sua avaliação em relação à eleição municipal em
todo Sergipe?
E.A
- Extremamente positiva. Conseguimos eleger (PSC), nove
Prefeitos e três Vice-Prefeitos, o grupo através de outros
partidos, como o PR, elegeu outro número expressivo de
prefeitos. Ao todo foram cinqüenta e seis prefeitos eleitos,
não só pelo PSC, mas por partidos diversos que combinaram
alianças. Mas devo observar que participamos diretamente da
campanha de cada um desses prefeitos eleitos.
J.P - E a eleição na capital sergipana?
E.A
- Em Aracaju, apoiamos o prefeito reeleito Edvaldo Nogueira,
que obteve vitória já no primeiro turno. A população entendeu
que Edvaldo era o melhor para continuar administrando Aracaju
e fomos vitoriosos. Também elegemos diversos vereadores, entre
eles, o vereador do PSC, Jailton Santana.
J.P - O senhor, como membro titular da Comissão Mista de
Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), acha que
poderá ter corte na verba de bancada para o orçamento de
2009?
E.A.
- Devido á crise financeira mundial, a comissão de orçamento
está cautelosa. O governo pode reduzir a previsão de
crescimento da arrecadação para o ano que vem o que refletiria
negativamente nas projeções para as verbas federais a serem
aplicadas em 2009.
J.P - Assim como o presidente Lula, o senhor acha que essa
crise mundial chega aqui no Brasil como uma marola?
E.A
- Para o ano que vem, o governo já mostra uma dificuldade
enorme com essa crise mundial. É verdade que a doença começou
mais precisamente nos Estados Unidos, e atingiu o mundo como
um todo, mas o Brasil é um país que tem uma resistência maior,
uma imunidade maior, mas, não deixa de nos atingir. O ano que
vem deverá ser de mais dificuldades. Um ano de arrocho maior
na economia e de um crescimento menor. Tomara que não aconteça
nada disso e a gente passe imune por toda essa crise. Confio
no presidente Lula e na sua equipe econômica. Acho que o
Brasil está no rumo certo.
J.P - Como está sendo sua experiência aqui na Câmara dos
Deputados?
E.A
- Eu digo sempre, que graças a Deus, tenho tido muita sorte e
oportunidade nesse um ano e dez meses de mandato como deputado
federal. Já fui presidente de uma comissão permanente, já fui
para a vice-liderança do nosso partido aqui na Câmara dos
Deputados, assumiu temporariamente a liderança do partido,
hoje estou como membro titular de uma comissão importante,
como essa do orçamento. Então, tem sido um aprendizado enorme,
principalmente, para mim que gosto muito de aprender, de
exercitar, de lutar e sempre com muita humildade e
determinação, essa experiência aqui na Casa, tem sido
extremamente gratificante. Deus tem nos dado a oportunidade e
a gente tem procurado retribuir, sempre em prol do nosso povo
brasileiro, principalmente nosso povo sergipano.
J.P - Como tem sido suas ações aqui na Casa?
E.A.
- Já foi possível ajudar mais de 45 cidades do nosso estado,
buscando recursos através dos órgãos federais, para obras de
pavimentação asfáltica, saneamento básico, postos de saúde,
recuperação de rodovias, recuperação de praças, criação de
ginásios de esportes, aquisição de máquinas agrícolas,
incentivo a cultura, enfim; tenho trabalhado bastante.
J.P - como o senhor avaliou a reunião de bancada que contou
com a presença do governador Marcelo Déda na discussão para
orçamento de 2009?
E.A
- Acho que precisamos discutir mais, precisamos dialogar mais,
a bancada como um todo, eu particularmente sinto falta desse
dialogo, desse entendimento, claro que isso tem que ser, sem
duvidas nenhuma, conduzida pelo nosso líder, o governador
Marcelo Déda. Mas continuo dizendo que precisamos estar mais
reunidos em uma força única em prol do nosso estado, separando
evidentemente as divergências partidárias. È o povo de Sergipe
que será o maior beneficiado com isso.
J.P - O senhor tem hoje algum projeto voltado para a área de
saúde que atenda realmente a população carente?
E.A
- Realmente hoje o Sistema Único de Saúde (SUS), tem normas
bem definidas, baseado, lógico, nos seus princípios da
eqüidade, da integridade e da diversidade de suas ações.
Acontece que o estado coordena e transfere recursos, e a União
também coordena e transfere recursos para os municípios, que
são os grandes executores de quase todas as ações na área da
saúde, nós precisamos ter é um SUS mais leve, um SUS mais
fácil, que a população saiba de quem cobrar as coisas.
Está
faltando energia; está faltando água; à gente sabe de quem
cobrar qual a empresa que vamos telefonar para resolver o
problema. No caso da saúde, quando faltam medicamentos, de
quem é a responsabilidade? Da prefeitura? Do Estado? Da união?
Isso ainda é muito dúbio falta posicionamento, precisamos de
uma menor burocracia. Estou trabalhando duro aqui em Brasília,
para acabar de vez com a escassez de medicamentos em todos os
municípios de Sergipe.
Nós temos
procurado sempre o Ministério da Saúde, justamente com vários
prefeitos que nos pede apoio, ano passado consegui levar o
primeiro serviço de alta complexidade para o interior de
Sergipe, que foi a hemodiálise em Itabaiana, um passo
importante, um passo expressivo na descentralização dos
serviços de alta complexidade, pois se fazia tudo em Aracaju,
hoje mostramos que é possível também implantar esses serviços
no interior do estado e atender a população local, pretendemos
levar esses e outros equipamentos de alta complexidade para
todo o Estado de Sergipe, e ai, com certeza vamos ter muito
mais agilidade, menos pacientes e pessoas percorrendo as
nossas rodovias de forma desnecessária por isso, temos dado
apoio, temos lutado, temos conseguido, no mais sabemos que as
ações ficam sobre o comando da prefeitura de Aracaju e do
governo do estado.
O SUS é
muito fechado, temos dado apoio às prefeituras, não se trata
de um projeto único, se trata de diversos projetos, diversas
conquistas, principalmente em descentralizar as ações de
saúde, nossa luta repito, é pra levar para os municípios
exames de hemodiálise, mamografia, unidade de fisioterapia,
oftalmologia entre outros. Hoje contamos com duas faculdades
de medicina, temos profissionais para atender a demanda em
todo o estado, vou lutar para que nenhum município fique sem
poder atender sua população
J.P - O senhor pretende a reeleição para Câmara Federal em
2010?
E.A
- Não. Depois de uma avaliação, conclui que posso produzir
mais no Senado Federal, há uma necessidade de mudanças, sinto
que o povo exige essa mudança. No momento exato, vou conversar
com o presidente do meu partido, com lideranças, caso haja
consenso colocarei meu nome à disposição.
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