|
Pergunte
ao Consultor Adm. Marcus Lima Adm. Vinicius Caldas “Qual a melhor forma de escolher uma consultoria para uma empresa?” 1.
Pergunta da Sra. Ana
Paula – Empreendedora “Qual a melhor forma de escolher uma consultoria para uma empresa?” A senhora Ana Paula deve atentar se a consultoria a ser escolhida está inserida nas características que serão delineadas a seguir: · Procure os antigos e atuais clientes da consultoria a ser contrata e verifique o nível de satisfação desses clientes que os serviços da consultoria; · Verifique a ética dos consultores; · Peça uma certidão negativa dos consultores junto aos seus respectivos conselhos profissionais; · Exija que todos as atividades que serão desenvolvidas pelos consultores esteja em contrato escrito e firmado em cartório. A serem tomadas estas medidas prévias, a senhora Ana Paula terá grandes chances de escolher bem uma consultoria. Por fim, a senhora Ana Paula deve lembrar sempre que a consultoria aponta os caminhos, encontra a solução, mas a decisão será sempre da diretoria da empresa. 2.
Pergunta da Sra. Paula
Lima – Empresária “Tenho uma micro empresa. Gostaria de saber se o planejamento estratégico pode ser aplicado a ela e como devo proceder para efetivá-lo?” Não apenas pode como deve ser aplicado. O primeiro passo é contratar um profissional habilitado para ajudar a sua empresa no processo do planejamento estratégico. Este profissional vai definir qual a situação atual de sua empresa, no tocante à parte organizacional, financeira, estrutural e de custos. Isto se dá, pois, precisamos saber onde estamos para podermos definir até aonde iremos chegar. Será feito um estudo de seus pontos fracos e de seus pontos fortes, ou seja, em que sua empresa é boa e em que ela precisa e deve melhorar. O mercado consumidor, fornecedor e concorrentes trarão ameaças e oportunidades que devem ser consideradas de extrema importância para o crescimento de sua empresa. O profissional contratado deve definir, juntamente com seus colaboradores e Vsa, a missão, a visão e os objetivos da sua empresa. Neste ponto serão delineados os seguintes aspectos: pra que a sua empresa serve, até onde ela pode chegar e como deve fazer para isto. Depois de concluído o planejamento estratégico, a empresa deve implementá-lo e fazer as correções e alterações que se fizerem necessárias. Lembrando que o planejamento estratégico é um processo contínuo e iterativo, voltado para a manutenção de uma organização como um todo e integrado de forma apropriada a seu ambiente. 3.
Pergunta da Sra
Marta Caldas – Arquiteta “Todo
dia vemos nos jornais pesquisas sobre empresa que abrem as
portas e não duram nem um ano. Qual o motivo de tanta
mortalidade das empresas brasileiras?”. O principal motivo é a falta de planejamento nas atividades da empresa. Antes mesmo de abrir as portas, o empresário deveria fazer uma avaliação crítica, através de um plano de negócios, sobre a viabilidade de seu negócio. No plano de negócio todas as considerações deveriam ser feitas, tais como: Quanto de imposto pagarei? Quais os encargos sociais que minha empresa deverá arcar? Qual o meu custo de produção/vendas/serviços? Quem são meus concorrentes e como eles atuam? Quem são meus clientes e o que eles esperam de minha empresa? Tudo isto, e outras particularidades do negócio deveriam ser considerado. Entretanto, os empresários
que fecharam suas portas preferiram agir por impulso e tomar
as decisões baseados no “achometro”. Eles viram seu sonho
ser ceifado por um mercado ingrato que não permite erros, nem
decisões amadoras. Fecharam suas portas por não procurarem
ajuda de pessoas especializadas e por optarem em confiar em
outras que pouco ou nada sabem de administração.Preferiram
acreditar nos leigos que exercem ilegalmente e maculam a digna
profissão de ADMINISTRADOR. Profissionalismo. Decisões tomadas após um prévio estudo de todos em detalhes do negócio. Pensamento estratégico. Todas são palavras-chaves que, se não garantam, majoram em muito a possibilidade das empresas terem sucesso,evitando que elas caiam nas desoladoras estatísticas do fracasso empresarial. 4.
Pergunta do Sr.
Roberto Góis – Pequeno empresário “Tenho
uma empresa de que faz manutenção e venda de determinado
produto. Para fazer a manutenção, tenho que manter um
estoque das matérias-primas que serão utilizadas nestes
produtos. Gostaria de saber em que caso pode repassar o custo
de manutenção dos referidos estoques para o preço final de
meu produto?” Apenas no caso da venda dos produtos. Para tanto, existem os seguintes métodos: UEPS (último a entrar é o primeiro a sair), PEPS (primeiro a entrar é o primeiro a sair) e o CUSTO MÉDIO (onde cada produto que entrar ou sai do estoque altera a sua média geral). Por legislação fiscal, o custo médio é o mais correto, pois representa o custo mais próximo do real. O UEPS deixa o custo muito alto e o PEPS deixa o custo muito baixo, o que provoca um maior e um menor lucro, respectivamente. No caso das matérias-primas que serão usadas nas manutenções, o custo é direto e deve ser apropriado de acordo com a sua efetiva utilização nas manutenções. Entretanto, é oportuno salientar que deve se manter um nível ideal de estoque, para que não comprometa o seu capital de giro, pois estoque parado é dinheiro que se desvalorizado. |